Arquivos Aprender - Deguste Melhor http://degustemelhor.com/aprendizado/ Aprenda a Degustar Vinhos da Maneira Correta Tue, 30 Sep 2025 22:07:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://degustemelhor.com/wp-content/uploads/2022/10/cropped-logo-deguste-melhor-icone-32x32.png Arquivos Aprender - Deguste Melhor http://degustemelhor.com/aprendizado/ 32 32 Vinhos tranquilos: O que são, características e como apreciá-los https://degustemelhor.com/vinhos-tranquilos/ https://degustemelhor.com/vinhos-tranquilos/#respond Tue, 30 Sep 2025 22:07:29 +0000 https://degustemelhor.com/?p=17197 Se você está começando no mundo do vinho, provavelmente já ouviu falar em “vinhos tranquilos”. Mas afinal, o…

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Se você está começando no mundo do vinho, provavelmente já ouviu falar em “vinhos tranquilos”. Mas afinal, o que significa esse termo?

Um vinho tranquilo é aquele que não possui gás carbônico perceptível. Ou seja, diferente dos espumantes (como Champagne, Prosecco e Cava) ou frisantes (como Lambrusco), o vinho tranquilo é silencioso na taça: sem efervescência, sem borbulhas, apenas líquido puro que revela aromas e sabores de forma direta.

Além disso, os vinhos tranquilos também não recebem adição de álcool vínico durante a produção, o que os diferencia dos chamados vinhos fortificados (como o Vinho do Porto, o Jerez ou o Madeira). Isso significa que o teor alcoólico dos vinhos tranquilos é resultado exclusivo da fermentação natural do açúcar da uva, sem qualquer intervenção posterior para elevar a graduação alcoólica.

Esse é o mais comum e o mais importante entre os tipos de vinho. A maior parte da produção global é composta por vinhos tranquilos. Eles podem ser tintos, brancos, laranjas ou rosés, secos ou doces.


A origem do termo “tranquilo”

A palavra “tranquilo” vem da tradução direta do francês vin tranquille, expressão usada para diferenciar os vinhos sem gás dos espumantes (vin mousseux). A ideia é justamente transmitir calma, serenidade, uma bebida sem agitação na taça.

Esse detalhe histórico é importante porque mostra como a classificação do vinho vai além do estilo ou da uva: também envolve a experiência sensorial que ele proporciona.


Características dos vinhos tranquilos

Embora haja milhares de rótulos diferentes, os vinhos tranquilos compartilham algumas características fundamentais:

  • Ausência de gás carbônico → não têm borbulhas perceptíveis, tornando a textura mais lisa e suave em boca.
  • Variedade de estilos → podem ser tintos, brancos, laranjas ou rosés, adaptando-se a diversos paladares e ocasiões.
  • Versatilidade → desde vinhos jovens e frutados até rótulos complexos, estruturados e envelhecidos em barricas.
  • Amplitude gastronômica → a diversidade permite harmonizações que vão de saladas leves até pratos robustos como carnes gordurosas.

Tipos de vinhos tranquilos

Dentro da categoria de vinhos tranquilos, encontramos diferentes subtipos. Vamos entender um pouco mais sobre cada um deles:

Vinhos brancos tranquilos

Elaborados a partir do suco de uvas brancas (ou tintas que tiveram suas cascas removidas antes de iniciar o processo de fermentação). Vinhos brancos são característicos pelo seu perfume, leveza e frescor.

Para mais detalhes, acesse o guia de introdução aos vinhos brancos.

Vinhos laranjas tranquilos

Sua principal característica está no método de produção: ele é feito com uvas brancas, mas vinificado como um tinto. Ou seja, o mosto permanece em contato prolongado com as cascas durante a fermentação, adquirindo taninos, estrutura e uma tonalidade que varia do dourado intenso ao âmbar, chegando, em alguns casos, a um laranja vivo.

Vinhos rosés tranquilos

Eles podem ser produzidos de diferentes maneiras, mas o método mais comum é semelhante ao dos vinhos tintos: as cascas das uvas tintas entram em contato com o mosto por um curto período de tempo, o suficiente para dar cor e leveza à bebida. Outra técnica, menos utilizada em regiões tradicionais, é a mistura de vinhos tintos e brancos.

Para mais detalhes, acesse o guia de introdução aos vinhos rosés.

Vinhos tintos tranquilos

São elaborados a partir do suco de uvas tintas que permanece em contato com as cascas durante a fermentação. Em alguns casos, o produtor pode adicionar uma pequena fração de vinho branco para ajustar cor, acidez ou estilo. Diferente dos vinhos brancos, os tintos carregam uma substância natural fundamental para sua longevidade – mas que, para iniciantes, pode causar estranhamento: os taninos – polifenóis responsáveis por aquela sensação de secura na boca, além de contribuir para a estrutura e a capacidade de envelhecimento do vinho.

Para mais detalhes, acesse o guia de introdução aos vinhos tintos.

Vinhos doces tranquilos

Podem ser produzidos a partir de uvas brancas ou tintas, e sua elevada concentração de açúcar pode ser obtida de várias maneiras. O princípio básico é simples: interromper a fermentação antes que as leveduras transformem todo o açúcar da uva em álcool. Isso mantém uma boa parte dos açúcares naturais no vinho, resultando em uma bebida rica, aromática, intensa e naturalmente doce.


Como apreciar um vinho tranquilo

Os vinhos tranquilos são o coração da vinicultura mundial. Eles representam tradição, diversidade e inovação, já que é nesse estilo que os produtores mais expressam o terroir e a personalidade de suas vinhas.

Escolha uma boa taça

Para vinhos tranquilos, recomendo taças maiores, com bojo largo. Elas permitem um contato maior do vinho com o oxigênio, facilitam o movimento de girar o vinho e ajudam os aromas a se desenvolverem de forma muito mais rápida. Nesse tipo de taça é possível beber brancos, rosés, tintos e até vinhos doces. Uma boa opção é a taça Bordeaux.

Sirva na temperatura ideal

De forma geral, os vinhos doces são servidos bem gelados. Brancos e rosés são servidos frios e os tintos servidos levemente frescos:

  • Doce → servir gelado – Em temperatura de 6 – 8°C
  • Branco leve ou rosé → servir frio – Em temperatura de 8 – 10°C
  • Branco encorpado → servir fresco – Em temperatura de 10 – 13°C
  • Tinto leve – servir fresco → Em temperatura de 13°C
  • Tinto médio ou encorpado → servir levemente fresco – Em temperatura de 15 – 18°C

Se for servir o vinho em um ambiente aberto, como praia ou piscina, tenha um balde de gelo por perto para manter a temperatura ideal.

Harmonize de forma correta

Sempre leve em consideração os três pilares da harmonização — peso, sabor e intensidade. Assim, a chance de encontrar combinações realmente prazerosas aumenta muito:

  • Peso → Comidas leves com vinhos leves e comidas pesadas com vinhos encorpados.
  • Sabor → Comidas doces com vinhos doces, comidas ácidas com vinhos de acidez elevada, etc.
  • Intensidade de sabor → Comidas de sabores simples com vinhos delicados e comidas de sabores marcantes com vinhos de sabor intenso.

Vinhos tranquilos — o coração da vinicultura mundial

Os vinhos tranquilos são a porta de entrada para o universo do vinho. É com eles que você aprende de forma mais rápida e fácil a identificar aromas, sabores, estilos e descobre qual perfil agrada mais ao seu paladar.

Seja um tinto encorpado para acompanhar um churrasco, um branco fresco para um dia quente ou um rosé para um almoço descontraído, os vinhos tranquilos oferecem possibilidades infinitas.

Mais do que um um tipo de vinho, eles são o alicerce da cultura do vinho no mundo todo.

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Taninos do Vinho: O Que São, Como Identificá-los e Qual Sua Importância https://degustemelhor.com/taninos-do-vinho/ https://degustemelhor.com/taninos-do-vinho/#comments Sat, 11 Feb 2017 22:39:43 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14539 Um vinho rico em taninos é descrito como: tânico ou adstringente. Mas, o que isso significa? Sabe aquela…

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taninos do vinho

Um vinho rico em taninos é descrito como: tânico ou adstringente.

Mas, o que isso significa?

Sabe aquela sensação de boca seca após provar alguns vinhos tintos? Pois é! Esta sensação é causada pela presença dos famosos e enigmáticos taninos.

Neste artigo, vou explicar de onde vem os taninos e qual sua importância para os vinhos.

Também mostrarei como identificá-los, as uvas mais e menos tânicas, entre outros fatos e curiosidades.

Pronto para descobrir tudo sobre os taninos do vinho?

Então, vamos lá!


O que são os taninos

Taninos são substâncias naturais que podem ser encontradas em inúmeras plantas e em suas diversas partes: caules, engaços, folhas, sementes e, no caso dos frutos, em suas cascas.

Em termos científicos, os taninos são classificados como polifenóis e são produzidos por um componente celular chamado Tannosome.

Além de responsáveis pela pigmentação, estes polifenóis agem como um mecanismo de defesa das plantas, protegendo-as contra micro-organismos e insetos – principalmente quando os frutos ainda estão verdes.

No momento em que os predadores atacam as plantas ou seus frutos, as células que são rompidas liberam os taninos, deixando um sabor desagradavelmente amargo e adstringente – assim como sentimos em alguns vinhos tintos ainda jovens.

insetos em uvas
Mecanismo de defesa das plantas – os taninos protegem as plantas contra micro-organismos e insetos, principalmente quando os frutos ainda estão verdes.

A presença dos taninos nas uvas

Nas uvas, os taninos estão presentes em suas cascas, sementes e engaços (os “cabinhos” das uvas).

De modo geral, quanto mais grossa a casca da uva, mais taninos ela pode fornecer aos vinhos.

E não são apenas as uvas que contém taninos…

Muitos outros alimentos são conhecidos pela concentração destes polifenóis: Maçã, Pera, Maracujá, Romã, Açaí, Cacau, Chocolate Escuro, Cravo, Canela, Nozes, Amêndoa, Feijão Vermelho, Pele de Amendoim, e muitos outros.

Uma curiosidade: é possível medir a concentração de taninos nas uvas quando elas ainda estão nos vinhedos, identificando o melhor momento para a realização da colheita.

uvas tintas
Uvas de cascas grossas – podem fornecer mais taninos aos vinhos. Além da casca, os taninos estão presentes nas sementes e engaços.

A importância dos taninos para os vinhos

Os taninos podem ser considerados a espinha dorsal dos vinhos, atribuindo à bebida: estrutura, maior corpo e complexidade.

Eles também fazem o papel de conservantes, contribuindo para a longevidade do vinho.

Para que um vinho possa ser guardado por anos e até mesmo décadas, ele deve ser rico em diversos componentes, entre eles, os taninos.

garrafas de vinhos de guarda
Essencial para a guarda – Os vinhos que podem envelhecer por longos anos geralmente são ricos em taninos.

Como sentir os taninos do vinho

Taninos não tem cheiro ou gosto.

A maneira mais fácil de identificá-los e avaliar sua intensidade é através da percepção de sua textura.

Taninos deixam na boca uma sensação de secura, causando um certo enrugamento das paredes e céu da boca. Nossa língua e dentes ficam ásperos, em reação ao efeito dos taninos.

Isso acontece porque estes polifenóis interagem com as proteínas naturais da nossa saliva, deixando aquela sensação de boca seca – ou boca amarrada, como alguns costumam dizer.

A ação dos taninos do vinho é, muitas vezes, comparada à sensação percebida após comer uma banana verde, beber chá sem açúcar ou mastigar a casca ou o caroço de uva.


Vinhos tintos são mais tânicos

Durante o processo de vinificação dos tintos, após as uvas serem esmagadas, o contato prolongado das partes sólidas (cascas, sementes e engaços) com o suco extraído, acrescentará cor ao vinho e uma quantidade significativa de taninos.

A duração da fermentação, assim como a temperatura e o formato dos tanques, também contribuem para que o vinho seja mais ou menos tânico.

Tanques mais baixos e largos, por exemplo, permitem que as partes sólidas tenham maior contato com o líquido, extraindo maior quantidade dos polifenóis.

Portanto, se o intuito do produtor é obter um vinho pronto para o consumo, ele utilizará técnicas para extrair uma quantidade menor de taninos das uvas.

Em contraproposta, se a intenção for a elaboração de um vinho longevo, com maior estrutura, o produtor deverá extrair das uvas maiores quantidades de taninos.

prensa de uvas
Contato com as cascas – Vinhos tintos são os mais tânicos, pois o suco extraído das uvas ficam em contato prolongado com as cascas e demais partes sólidas durante o processo de produção.

Uvas tintas mais e menos tânicas

As uvas mais tânicas, geralmente de casca mais grossa, são:

  • Tannat (Que leva este nome por ser uma uva extremamente tânica);
  • Cabernet Sauvignon;
  • Shiraz (Syrah);
  • Malbec;
  • Sangiovese;
  • Tempranillo;
  • Petit Verdot;
  • Petit Sirah;
  • Nebbiolo;
  • Montepulciano;
  • Baga;
  • Entre outras.

Já as uvas menos tânicas, geralmente de casca mais fina, são:

  • Pinot Noir;
  • Merlot;
  • Gamay;
  • Barbera;
  • Zinfandel;
  • Primitivo;
  • Grenache;
  • Entre outras.

Vinhos brancos e rosés também contém taninos

Os taninos também estão presentes nos vinhos brancos e rosés, porém, a quantidade dos polifenóis nestes vinhos é muito pequena, quase imperceptível, uma vez que, durante o processo de fermentação, as partes sólidas da uva são retiradas, evitando o contato prolongado com o mosto.

Nestes vinhos, é possível sentir os taninos com maior facilidade naqueles que amadureceram durante algum período em barris de carvalho, adquirindo os taninos da madeira.


Taninos em barris de carvalho

Uma das práticas enológicas mais conhecidas, o amadurecimento dos vinhos em barris de carvalho, também acrescenta taninos à bebida.

Ao mesmo tempo em que os barris emprestam taninos ao vinho, aqueles taninos que já se encontram na bebida, os taninos das uvas, ainda jovens e agressivos, ficam mais ‘macios’ após algum período nos barris.

A quantidade destes polifenóis que são acrescidos ao vinho através dos barris, pode depender:

  • Do tipo de carvalho (americano, francês, etc);
  • Da parte da árvore da qual os barris foram construídos;
  • Do número de vezes em que estes barris foram utilizados.

Com a tecnologia atual, sistemas são capazes de calcular a quantidade e tipos de taninos presentes em barris, possibilitando ao enólogo escolher o barril ideal para amadurecer seus vinhos.


Taninos industriais

Os vinhos também podem conter taninos vindos de outras espécies de plantas – os chamados taninos enológicos ou industriais.

A adição pode ocorrer quando o enólogo entende que a quantidade de taninos naturais das uvas não é satisfatória para a elaboração do vinho pretendido.


Benefícios dos taninos à saúde

Um estudo americano divulgado pelo Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia (NCBI), evidencia os efeitos positivos dos taninos nos vinhos tintos.

Segundo o estudo, os taninos do vinho têm efeito anti-carcinogênico, antioxidante e anti-inflamatório.

Mas, os taninos também podem atuar como vilões…

Um estudo sobre as possíveis causas de dores de cabeça, realizada pelo Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça do Rio de Janeiro, apontou que pessoas susceptíveis à enxaqueca podem ter crises desencadeadas pelo consumo de vinhos que tenham quantidades significativas de taninos.

Dentre os participantes, 88% afirmaram ter tido crise de enxaqueca pelo menos uma vez em que consumiram vinho; 33% em todas as vezes em que consumiram; e 12% não apresentaram qualquer relação entre as crises e o consumo da bebida.

Durante a análise dos vinhos, o Tannat ficou em primeiro lugar, sendo considerado o maior desencadeador de enxaqueca com 51,7% das crises. Em seguida apareceram Malbec (48,2%), Cabernet Sauvignon e Merlot (ambos com 30%).

Mas se você não sofre de enxaqueca, fique tranquilo!

O estudo mostra que indivíduos que não sofrem da doença não terão enxaqueca por tomarem vinho.


Como combinar vinhos tânicos e comida

Os vinhos tânicos são mais indicados para harmonizar com alimentos ricos em proteína e gordura.

A gordura ajuda a suavizar os taninos dos vinhos tintos, tornando-os menos secos e adstringentes.

É por isso que recomenda-se combinar vinhos tintos tânicos com carnes vermelhas gordurosas.

Sabe aquela picanha com uma suculenta capa de gordura? Experimente com um Cabernet Sauvignon, Tannat, Syrah ou Malbec.

E com quais pratos os vinhos tânicos definitivamente não combinam?

Pratos com ingredientes amargos são os menos indicados para acompanhar vinhos tânicos.

Os sabores amargos tendem a unir-se, potencializando o efeito de amargor. Desta forma, tanto o vinho quanto o prato podem ficar ainda mais amargos quando combinados.

Outra combinação que deve ser feita com cuidado, é a de vinhos tânicos com peixes. Os taninos, quando combinados ao iodo dos peixes, principalmente os de água salgada, deixam um sabor metalizado, pouco agradável.

carne vermelha
Carnes vermelhas – São bastante indicadas para harmonizar com vinhos tânicos, principalmente às que possuem boa quantidade de gordura.

Carnes vermelhas – São bastante indicadas para harmonizar com vinhos tânicos, principalmente às que possuem boa quantidade de gordura.


Conclusão – vinhos tânicos, vai encarar?

Embora os vinhos muito tânicos causem certo desconforto para alguns, é fato que os taninos são extremamente importantes para o vinho, principalmente para sua longevidade.

A tanicidade é uma característica do vinho e não um defeito. É claro que existem vinhos defeituosos no mercado, desequilibrados, mas esta é uma outra questão.

Se o seu paladar é muito sensível aos taninos, procure por vinhos tintos de uvas menos tânicas ou que tenham um certo ‘tempo de garrafa’. A adstringência de um vinho jovem, pode melhorar muito com o passar do tempo.

Outra alternativa, é forçar seu envelhecimento com o uso de um decanter. O vinho pode tornar-se bem mais agradável ao paladar com apenas alguns minutos em contato com o ar.

Por fim, experimente combiná-los com carnes vermelhas e gordura, e veja como o sabor do vinho é modificado.


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Como Escolher os Melhores Lugares Para Comprar Vinhos: Dicas Para Realizar Boas Compras em Lojas Físicas e Virtuais https://degustemelhor.com/os-melhores-lugares-para-comprar-vinhos/ https://degustemelhor.com/os-melhores-lugares-para-comprar-vinhos/#comments Mon, 30 Jan 2017 21:09:56 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14518 No artigo onde dou algumas dicas para escolha de um bom vinho, eu comento sobre a importância em…

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melhores lugares para comprar vinhos

No artigo onde dou algumas dicas para escolha de um bom vinho, eu comento sobre a importância em encontrar um bom local para a compra da bebida.

Dando continuidade ao tema, aqui falarei sobre a compra de vinhos em supermercados, lojas especializadas e pela internet.

O intuito desta publicação não é indicar locais específicos para compra de vinhos, mas falar sobre cuidados que devemos ter ao comprar a bebida em lojas físicas ou virtuais.


Comprando vinhos em lojas físicas

como escolher um bom vinho

Assim como qualquer produto, a vantagem em comprar vinhos em lojas físicas é poder manuseá-los, certificando-se de que o produto e sua embalagem atendam aos requisitos básicos de qualidade:

  • Ter a embalagem em perfeitas condições, principalmente a cápsula e a rolha;
  • A rolha não ter saltado;
  • A garrafa não estar rachada ou trincada;
  • Ter a quantidade certa de líquido dentro da garrafa;
  • O líquido ter a cor adequada, indicando um vinho saudável.

Mesmo que o produto atenda a estes requisitos, é importante que o estabelecimento tenha tomado outros cuidados em relação ao armazenamento e exposição do vinho, mantendo-o em local com temperatura fresca e constante, longe da luz e sem agitações ou vibrações.

Será que o local em que você pretende comprar seus vinhos atende a todos estes requisitos?

Comprando vinhos em supermercados

Alguns dos maiores varejistas possuem corredores dedicados a vinhos ou adegas com boa variedade de rótulos e preços.

No entanto, comprar vinhos em supermercados tem algumas desvantagens.

Um dos pontos negativos da maioria das grandes redes, é não contar com um funcionário capacitado para fornecer informações relevantes sobre os vinhos vendidos.

Se você é um degustador iniciante e precisar de alguma ajuda, dificilmente terá.

Todas as redes trabalham com vinhos de mesa, mais simples e baratos. É sempre bom não confundir estes com os vinhos finos e acabar levando para casa um produto inferior.

Supermercados costumam trabalhar apenas com safras mais recentes e vinhos de uvas e países mais populares.

Se a sua intenção é fugir do tradicional cabernet chileno e malbec argentino, um supermercado não será o melhor local para isso.

Comprando vinhos em lojas especializadas

Lojas especializadas em vinhos finos costumam ter o ambiente condicionado para armazenar as bebidas de maneira apropriada: baixa temperatura, pouca luz e um delicioso silêncio.

A variedade de produtos e preços é grande em praticamente todos os tipos de vinho.

Os vinhos são organizados por país, o que ajuda bastante na escolha, e estas lojas possuem pessoas capacitadas para lhe ajudar a escolher o vinho ideal para sua necessidade (muitas vezes, o dono da loja e seus funcionários possuem formação de sommelier profissional).

Muitas das lojas especializadas também dispõem de acessórios para enriquecer sua experiência em degustar vinhos (taças, saca-rolhas, decanteres, etc).


Comprando vinhos pela internet

aprender sobre vinhos 00

É uma maravilha poder comprar vinhos sem sair de casa, não é mesmo?

Felizmente, muitas das grandes importadoras e lojas especializadas oferecem a venda de seus vinhos pela internet.

No entanto, em meio à tantas lojas que prestam um ótimo serviço, sempre tem uma ou outra que deixa a desejar.

Se você ficou tentado a comprar vinhos em alguma loja virtual mas não conhece sua reputação, antes de comprar, verifique:

Telefones de contato

Faça uma ligação para certificar-se de que o telefone existe e que do outro lado tenha uma empresa idônea.

Redes sociais

A maioria das lojas possuem perfis em redes sociais. Dê uma olhada para ver qual a opinião das pessoas em relação à esta loja.

Negativação da loja

Verifique se a loja possui muitas reclamações em sites como o reclameaqui.com.br

Preços fora da realidade

O barato muitas vezes sai caro.

Algumas lojas anunciam, por exemplo, vinhos de R$ 100 por R$ 30.

Será que estes vinhos realmente custam R$ 100? Faça uma comparação em outras lojas para ver se este é o preço real do produto.

Caso seja, por que eles estão sendo vendidos a R$ 30? Será que o vinho já passou do seu período ideal de consumo?

Lembre-se que os valores citados são apenas para ilustrar o que estou dizendo.

Ofertas existem, é fato! Muitas lojas fazem queima de estoque em determinadas épocas do ano e os preços caem bastante.

Mas fique alerta. Quando a esmola é demais, o santo desconfia.


Conclusão: Quais os melhores lugares para comprar vinhos

Se você quer encontrar bons vinhos e não tem experiência suficiente, procure uma loja especializada e consulte seus vendedores. Em supermercados, dificilmente você encontrará algum especialista em vinhos.

Se você já tem alguma experiência e procura por rótulos de uvas e países mais populares, grandes redes de supermercado podem ser uma boa opção.

Ao comprar pela internet, procure descobrir a reputação da loja em meios especializados ou pela opinião de outros compradores nas redes sociais.

Na dúvida, dê preferência às grandes importadoras de vinhos.

Elas prezam pela qualidade de seus produtos e estão sempre disponíveis para o bom atendimento ao cliente.


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Como Combinar Vinho e Comida: Dicas Fundamentais Para Você Jamais Fazer Harmonizações Desastrosas https://degustemelhor.com/como-combinar-vinho-e-comida/ https://degustemelhor.com/como-combinar-vinho-e-comida/#comments Tue, 24 Jan 2017 23:39:24 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14499 Um vinho sempre fica melhor quando degustado em boa companhia e combinado com um delicioso prato. Mas a…

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vinho e comida

Um vinho sempre fica melhor quando degustado em boa companhia e combinado com um delicioso prato.

Mas a combinação de vinhos e comida não deve ser feita de forma aleatória. Existem algumas orientações básicas para que esta combinação seja feita da forma mais correta possível, de modo a obtermos vantagens dos efeitos que a comida causa no gosto do vinho e vice-versa.

Veja a seguir dicas fundamentais de harmonização para você jamais fazer combinações desastrosas.


Harmonização básica: combinando pratos e vinhos de forma mais ampla

combinações básicas de vinho e comida

Vamos começar pelo básico do básico.

As orientações básicas são extremamente úteis para o degustador iniciante que deseja fazer suas primeiras interações entre vinho e comida.

É sempre bom ter estas orientações em mente, já que elas são o ponto de partida para a realização de harmonizações mais específicas e complexas.

Veja algumas harmonizações sugeridas de acordo com os estilos de vinho:

Espumantes e frisantes

Harmonizam com entradas diversas, saladas, petiscos e, dependendo da doçura do espumante, algumas frutas e sobremesas.

Vinhos brancos e rosés

Harmonizam com saladas, aves, peixes e frutos do mar, massas ao molho branco e queijos de massa mole.

Vinhos tintos

Harmonizam com carnes vermelhas, massas ao molho vermelho e queijos de massa dura.

Vinhos doces e fortificados

Harmonizam com queijos azuis e sobremesas em geral.


Harmonização: Combinando pratos e vinhos de forma mais específica

combinações específicas de vinho e comida

Por mais que as orientações básicas sejam úteis, é importante termos em mente que elas não levam em consideração uma série de fatores importantes para a realização de harmonizações mais específicas.

Um bom exemplo disso, é a combinação de vinhos tintos com carnes vermelhas. Esta é uma sugestão bem rasa, já que existem diferentes cortes e preparações de carnes, assim como existem inúmeros estilos de vinhos tintos, de características bem distintas.

Então, para que a harmonização seja mais precisa, veremos a seguir algumas orientações mais específicas:

Peso da comida e intensidade de sabor

Vamos usar novamente o exemplo da carne vermelha com o vinho tinto.

Se escolhermos um prato com um molho de carne moída, almôndegas ou uma carne de panela não muito condimentada, por exemplo, estamos falando de carnes não muito pesadas e com sabores não muito intensos.

Para esta situação, o mais indicado seria um vinho tinto igualmente leve, de sabor não muito intenso: Pinot Noir, Merlot, etc.

Por outro lado, se optarmos por uma picanha assada com aquela suculenta e grossa camada de gordura, elevamos o peso da carne e a intensidade de sabor.

Desta forma, as melhores opções seriam os Cabernets, Tannats, Syrahs, etc.

O mesmo conceito pode ser aplicado aos vinhos brancos. Um peixe cru ou grelhado, será mais leve e menos intenso em sabor que um camarão ou uma lagosta, por exemplo.

Pratos salgados x Pratos doces

O sal é um ingrediente que combina muito bem com grande parte dos vinhos que conhecemos. Ele ajuda a suavizar alguns dos elementos mais difíceis de harmonizar, como ovos e cogumelos, por exemplo.

Quando combinamos o vinho com um prato salgado, sentimos que a bebida se torna mais agradável ao nosso paladar. O vinho fica mais rico, menos amargo e menos ácido.

Em contrapartida, o açúcar na comida pode ser um vilão para a maioria dos vinhos, principalmente os secos.

Pratos doces podem mascarar o sabor frutado de um vinho e elevar sua sensação de acidez, além de deixá-lo mais amargo e com o álcool em evidência.

Para harmonizar pratos doces, o ideal é que o vinho tenha um nível mais alto de doçura.

Pratos com níveis elevados de acidez

Assim como o sal, a presença de acidez na comida é benéfica para a harmonização com vinhos.

Entretanto, é importante que a combinação seja feita com vinhos igualmente ácidos. Caso contrário, o vinho parecerá chato e sem vida.

A acidez dos alimentos é equilibrada com a acidez do vinho, suavizando seu efeito.

Além disso, a doçura e o sabor frutado de um vinho é realçado quando combinado com pratos mais ácidos.

Pratos com níveis elevados de amargor

A harmonização de vinhos com pratos mais amargos deve ser feita com cuidado, já que os sabores amargos somam-se uns aos outros.

Tanto o vinho quanto o prato com certo nível de amargor podem ficar muito mais amargos quando combinados.

Para pratos com ingredientes amargos, o ideal é escolher vinhos brancos ou tintos com baixos níveis de taninos.

Pratos com gosto picante

Pratos apimentados e picantes podem ficar mais ardentes quando combinados com o álcool dos vinhos.

Os vinhos podem tornar-se mais amargos e ácidos, além de ter seus sabores frutados e a sensação de corpo diminuídos.

Pratos picantes podem ser harmonizados com vinhos de baixo teor alcoólico, mais ricos em doçura e sabores frutados. No caso dos tintos, o ideal é optar por vinhos com baixos níveis de taninos.

Pratos com níveis elevados de gordura

Comidas mais gordurosas e oleosas podem ficar menos ‘pegajosas’ no paladar se combinadas com vinhos de acidez elevada.

A acidez combate boa parte da gordura, limpando o palato e oferecendo uma sensação mais agradável.

A gordura também ajuda a suavizar os taninos dos vinhos tintos, tornando-os menos secos e adstringentes.

Pratos com níveis elevados de umami

O umami é um gosto não tão fácil de perceber como o doce, salgado, azedo e amargo. O conceito de umami ainda é muito recente na cultura ocidental e reconhecê-lo requer certo aprendizado.

Muitos alimentos considerados difíceis de harmonizar, como os ovos e cogumelos, por exemplo, são ricos em umami e não possuem o sal necessário para combater o efeito de ‘endurecimento’ provocado no vinho pelo umami.

Já os alimentos ricos em umami e com uma quantidade considerável de sal, como o queijo parmesão e as carnes defumadas, conseguem harmonizar bem com alguns tipos de vinho.

Da mesma forma que os pratos picantes, a presença de umami torna os vinhos mais amargos e ácidos, além de diminuir seus sabores frutados e a sensação de corpo.

Pratos ricos em umami, principalmente aqueles sem o sal necessário, podem ser harmonizados com vinhos de sabores frutados e, no caso dos tintos, com baixos níveis de taninos.


Conclusão

Vimos que os pratos mais difíceis de harmonizar são aqueles com altos níveis de açúcar, amargor, picância e umami. Enquanto os mais fáceis são aqueles com bons níveis de sal e acidez.

As orientações acima podem ser encaradas como o ponto de partida para que você comece a combinar vinhos e comida, entretanto, é importante não ficar preso às regras e descobrir o que mais lhe agrada.

É bom lembrar que cada pessoa percebe os gostos de forma distinta. Um prato pode ser mais picante, ácido ou amargo para uma pessoa do que para outra.

Respeitar os gostos pessoais também é importante. Se você não gosta de determinado prato, não será o vinho que fará você gostar mais dele.

Teste diferentes combinações, arrisque e, o mais importante: não tenha medo de errar!


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Como Ler Um Rótulo de Vinho: Entenda Cada Uma Das Informações e Nunca Mais Fique Confuso na Hora da Compra https://degustemelhor.com/como-ler-um-rotulo-de-vinho/ https://degustemelhor.com/como-ler-um-rotulo-de-vinho/#comments Fri, 20 Jan 2017 22:44:34 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14467 O rótulo é a certidão de nascimento do vinho. Para saber exatamente o que você está comprando, é…

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Como escolher um bom vinho - leitura do rótulo

O rótulo é a certidão de nascimento do vinho.

Para saber exatamente o que você está comprando, é fundamental entender as principais informações contidas nele.

Desta forma, você minimiza as chances de adquirir um produto que não corresponda às suas expectativas.

Neste artigo veremos rótulos de vinhos de diferentes regiões, alguns mais simples e outros mais complexos, todos com informações fundamentais para escolha de um bom vinho.

Continue lendo para aprender a fazer a correta leitura de um rótulo de vinho e nunca mais fique confuso na hora da compra.


Dois tipos básicos de rótulo de vinho

Basicamente, são dois os tipos de rótulos de vinho que podemos encontrar:

1) Rótulos de vinhos do novo mundo

Destacam principalmente o nome do vinho e a(s) uvas(s) que o compõem (Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, entre outras). São comuns em vinhos de países como o Brasil, Argentina, Chile, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, entre outros.

2) Rótulos de vinhos do velho mundo

Destacam o produtor e a região onde as uvas foram cultivadas (Bordeaux, Champagne, Rioja, Chianti, entre outras). São comuns em vinhos de países como a França, Itália, Espanha, Portugal, entre outros.

rótulos de vinhos do novo e velho mundo

Principais informações encontradas em rótulos de vinho

A seguir você verá diferentes rótulos de vinhos do novo e velho mundo, onde destaco os termos mais comuns encontrados nestes rótulos.

Nome do vinho

rótulo de vinho - nome do vinho

O nome geralmente ganha grande destaque no rótulo, principalmente em vinhos do novo mundo.

Muitas vinícolas possuem diversas linhas de vinhos e, para melhor identifica-las, cada linha recebe seu próprio nome.

A vinícola chilena Concha y Toro, por exemplo, possui os vinhos Don Melchor, Marques de Casa Concha, Casillero del Diablo, entre outros.

Produtor

rótulo de vinho - produtor

O nome do produtor muitas vezes aparece com destaque.

Ele pode ser uma grande empresa ou uma pequena vinícola familiar.

Alguns produtores não dão um nome específico aos seus vinhos, utilizando apenas o nome da própria vinícola, muitas vezes seguido pelo nome da uva e safra.

Uva(s)

rótulo de vinho - variedade de uva

Muitos vinhos (principalmente do novo mundo) apresentam no rótulo uma ou mais uvas que foram utilizadas em sua produção.

Isto ajuda o consumidor a ter uma noção do estilo e sabor do vinho que está comprando, além, é claro, dos pratos que podem harmonizar com ele.

Quando o vinho é produzido com apenas uma variedade de uva (ou uma grande porcentagem dela) é chamado de vinho varietal.

Se produzido com duas ou mais uvas, é nomeado como vinho de corte ou assemblage.

Para entender melhor, leia o artigo completo sobre os vinhos varietais e vinhos de corte.

Região de origem

rótulo de vinho - região de origem

A região onde o vinho foi produzido ganha mais destaque em rótulos de vinhos do velho mundo, onde indica, muitas vezes, a qualidade superior de um vinho.

Algumas regiões são conhecidas por terem o clima e solos propícios para o cultivo de determinadas uvas, como no caso da região de Chablis, na França, famosa pela produção de brancos da uva Chardonnay, ou Bordeaux, conhecida pelos seus tintos a base de Cabernet Sauvignon e Merlot.

Além da região de origem, muitos vinhos dão destaque às subregiões – áreas menores com solos e micro-climas de características particulares que encontram-se dentro de regiões maiores. Um exemplo, é a comuna de Saint-Émilion, em Bordeaux, na França.

Geralmente, quanto mais específica a origem das uvas, podendo ser uma subregião ou até mesmo um determinado vinhedo, mais refinado o vinho e maior o seu preço.

Safra

rótulo de vinho - safra

A safra indica o ano em que as uvas foram colhidas.

É uma informação muito importante, já que alguns vinhos podem melhorar com o tempo, enquanto outros perdem suas melhores características.

De modo geral, a maioria dos vinhos brancos e rosés devem ser consumidos dentro de 2 ou 3 anos, enquanto a maioria dos tintos em até 5 anos.

Existem também os vinhos de guarda, aqueles que podem evoluir por muitos anos e até mesmo décadas.

Os vinhos que não apresentam a safra no rótulo, como a maioria dos vinhos espumantes e vinhos do Porto, são aqueles produzidos com uvas colhidas em diferentes anos.

Denominação de Origem

rótulo de vinho - denominação de origem

É uma espécie de selo de qualidade concedido por instituições governamentais de diversos países, principalmente do velho mundo.

A certificação garante que o vinho foi elaborado dentro de uma região delimitada, respeitando todas as regras de produção impostas à esta região.

Vinícolas que adquirem o selo têm sua reputação elevada e o consumidor ganha, pelo menos em teoria, a garantia de aquisição de um produto de qualidade.

Algumas Denominações de Origem mais comuns em rótulos de vinho são:

  • AOC – Appellation d’Origine Contrôlée (França)
  • DO – Denominación de Origen (Espanha) e Denominação de Origem (Brasil)
  • DOC – Denominação de Origem Controlada (Portugal) e Denominazione di Origine Controllata (Itália)
  • DOCG – Denominazione di Origine Controllata e Garantita (Itália)
  • QBA – Qualitätswein Bestimmter Anbaugebiete (Alemanha)

Maturação e envelhecimento

rótulo de vinho - termo reserva

Vinhos que tiveram algum cuidado especial durante a colheita, seleção de uvas, vinificação e que passaram por algum período de amadurecimento em barris de carvalho e envelhecimento na própria garrafa, geralmente estampam em seus rótulos os termos Riserva, Reserva e Gran Reserva.

Entretanto, a utilização dos termos não é igual em todos os países, já que apenas regiões vinícolas da Espanha e Itália possuem regras específicas para utilização das nomenclaturas.

Os demais países vinícolas não estão proibidos de utilizar os termos, porém, como não existe nenhuma regulamentação fora da Espanha e Itália, muitos produtores os utilizam sem muito critério.

Já o termo Reservado não quer dizer absolutamente nada.

Os vinhos que carregam este título são, na maioria das vezes, vinhos de entrada de muitas vinícolas, isto é, os vinhos mais simples que o produtor elabora.

Para entender melhor, leia o artigo completo sobre os Vinhos Reserva e Reservado.

Graduação alcoólica

rótulo de vinho - graduação alcoólica

O álcool contribui para a longevidade do vinho. Quanto mais álcool tiver, mais tende a durar, seja fechado ou mesmo depois de aberto.

Os vinhos com maior teor alcoólico se mostrarão mais quentes e pesados ao paladar.

Vinhos fortificados são os que mais álcool possuem, podendo chegar até 22% vol.


Demais informações encontradas em rótulos de vinho

A seguir você verá outras informações que podem ser encontradas em rótulos de vinho. Estas, não são tão comuns quanto as anteriores, mas merecem ser mencionadas.

Origem de engarrafamento

rótulo de vinho - origem de engarrafamento

Esta informação atesta que o vinho foi produzido e engarrafado na própria vinícola ou château.

Algumas empresas negociantes de vinhos compram uvas ou o próprio vinho de algumas vinícolas e fazem seu próprio engarrafamento e rotulagem.

Antigamente esta prática não era bem vista, já que não havia muito controle do que estas empresas faziam com o vinho após comprá-lo para revenda.

Como alguns destes vinhos chegavam aos consumidores com qualidade bem abaixo do esperado, muitas vinícolas começaram a destacar em seus rótulos que os vinhos eram produzidos em engarrafados na origem, isto é, na própria vinícola.

As menções sobre a origem do vinho mais comuns em rótulos são:

  • Mis en Bouteille au Château (França)
  • Mis em Bouteille à la Propriete (França)
  • Mis em Bouteille au domaine (França)
  • Embotellat a la Propietat (Espanha)
  • Imbottigliato all’origine (Itália)
  • Erzeugerabfüllung (Alemanha)

Idade das vinhas

rótulo de vinho - idade das vinhas

Videiras antigas tendem a produzir frutos de sabores mais concentrados originando vinhos considerados superiores.

Para agregar maior valor ao vinho, alguns produtores evidenciam esta informação em seus rótulos, geralmente utilizando frases como:

  • Vinhas Velhas
  • Vieilles Vignes
  • Old Vines

Qualidade do terreno ou Reputação da vinícola (CRU)

rótulo de vinho - grand cru classé

O termo Cru foi criado na França, mais especificamente na Borgonha, de modo a identificar parte de um vinhedo cujo vinho apresenta determinadas características específicas, safra após safra.

Os terrenos considerados de melhor qualidade, ganharam os nomes Grand Cru e Premier Cru.

Diferente da Borgonha, em Bordeaux o termo Cru é utilizado para identificar os Châteaux de maior reputação.


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Como e Por Quanto Tempo Guardar o Vinho Depois de Aberto: Dicas Para Aproveitar o Restinho da Bebida Que Sobrou https://degustemelhor.com/por-quanto-tempo-guardar-o-vinho-depois-de-aberto/ https://degustemelhor.com/por-quanto-tempo-guardar-o-vinho-depois-de-aberto/#comments Fri, 30 Dec 2016 10:30:58 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14436 Alguns dos melhores vinhos podem ser guardados por anos e até mesmo décadas, mas basta abrir a garrafa…

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garrafa de vinho aberto

Alguns dos melhores vinhos podem ser guardados por anos e até mesmo décadas, mas basta abrir a garrafa que, em pouco tempo, é iniciado o seu caminho em direção à morte.

Isso acontece porque o contato com o ar dá início a um processo oxidativo da bebida.

O oxigênio que, em pequena quantidade, ultrapassa os poros das rolhas e contribui na lenta evolução dos vinhos de guarda, é o mesmo que, em grande quantidade, acaba rapidamente com o vinho.

Sabe aquela giradinha na taça para libertar os aromas do vinho?

Ao fazer isso, estamos acelerando a vida deste vinho, fazendo-o evoluir através do contato demasiado com o ar.

Uma vez que abrimos a garrafa e não consumimos todo o vinho, o que fazer?

Como e por quanto tempo podemos guardá-lo antes que o oxigênio acabe de vez com sua vida?

É o que vamos aprender ao longo deste artigo.


Por Quanto Tempo Guardar o Vinho Depois de Aberto?

Antes de mais nada, é importante pensar que existem diferentes tipos de vinho, e dentro de cada um dos tipos, existem diversos estilos de vinho.

Portanto, o tempo de duração de um vinho que foi aberto dependerá muito do seu tipo e estilo, como veremos adiante.

Mas, de modo geral, podemos dizer que a maioria dos vinhos que foram abertos podem durar 3 dias em média, se conservados de maneira adequada.

Por quanto tempo guardar o vinho depois de aberto

Vinhos espumantes

(Cava, Champagne, Prosecco)
1 a 2 dias na geladeira com tampa.

Vinhos espumantes perdem o gás e o frescor pouco tempo depois de abertos.
Aqueles produzidos pelo método champenoise tendem a durar mais que os produzidos pelo método charmat.

Vinhos brancos leves e rosés

(Pinot Grigio, Sauvignon Blanc, Riesling)
3 dias na geladeira com tampa.

Tendem a durar um pouco mais que os brancos encorpados devido a acidez elevada.

Vinhos brancos encorpados

(Chardonnay, Marsanne, Sémillon)
2 a 3 dias na geladeira com tampa.

Tendem a durar menos que os brancos leves, pois tiveram maior contato com oxigênio durante processo de maturação (barris).

Vinhos tintos leves

(Pinot Noir, Gammay, Grenache)
3 dias na geladeira com tampa.

Tendem a durar menos que os tintos encorpados devido a falta de taninos.

Vinhos tintos encorpados

(Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat)
3 a 4 dias na geladeira com tampa.

Quanto mais taninos e acidez tiverem, mais tendem a durar.

Vinhos fortificados

(Porto, Madeira, Jerez)
15 a 20 dias geladeira com tampa.

Tendem a durar muito mais devido a quantidade de açúcar e adição de álcool vínico.


E se eu beber o vinho após o tempo recomendado?

Teoricamente o vinho considerado passado não irá te fazer mal, apenas deixará de ser gostoso.

E não precisa esperar por dias para sentir a diferença no gosto. Basta algumas horas aberto para perceber que o vinho não terá o mesmo gosto do momento de sua abertura.

Se você não consumiu o vinho dentro do período indicado, não precisa se desfazer dele. Você pode utilizá-lo para cozinhar, por exemplo.


Onde guardar o vinho depois de aberto

Se você possui uma adega de vinhos, o melhor lugar é guardar nela.

Caso não tenha, guarde-o na geladeira sempre tampado, pois o vinho dividirá espaço com outros alimentos que podem transferir cheiros a ele.

Se não for possível utilizar a própria rolha, procure por tampas específicas para vinhos tranquilos e vinhos espumantes.

tampas para vinhos e espumantes

Tente não guardar o vinho na porta da geladeira, o movimento diário agitará o líquido, fazendo-o oxidar mais rápido.

E, se possível, guarde-o em pé. Guarda-lo deitado fará com que uma maior superfície do líquido fique em contato com o ar dentro da garrafa.

Uma boa forma de manter o vinho em contato mínimo com o ar, é guarda-lo em pequenas garrafas de 187 ou 375 ml.


Acessórios que ajudam a conservar o vinho depois de aberto

Mesmo tampando a garrafa e cortando a entrada do oxigênio, o ar que já está dentro do recipiente continuará agindo sobre o vinho.

Alguns acessórios podem ser utilizados para ajudar na conservação do vinho que restou, preservando seu frescor e sabores por mais tempo.

Um deles é o de sistema a vácuo, que extrai o oxigênio e sela a garrafa. Muitos fabricantes dizem que o sistema preserva o vinho por até uma semana.

Vacu Vin - Sistema de preservação de vinhos a vácuo
Wine Saver da empresa Vacu Vin. Sistema de preservação do vinho a vácuo / Foto: Reprodução

O outro é o sistema a gás, que cobre o líquido com um gás mais pesado que o oxigênio, formando uma camada protetora entre o vinho e o ar.

Winesave - Sistema de preservação de vinho a gás
Winesave– Sistema de preservação do vinho a gás / Foto: Reprodução

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Como Abrir Uma Garrafa de Vinho e Espumante Corretamente: Aprenda de Forma Rápida, Fácil e Sem Causar Acidentes https://degustemelhor.com/como-abrir-uma-garrafa-de-vinho-e-espumante-corretamente/ https://degustemelhor.com/como-abrir-uma-garrafa-de-vinho-e-espumante-corretamente/#comments Tue, 27 Dec 2016 19:13:54 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14417 Abrir uma garrafa de vinho e espumante é muito simples, ainda mais se você tiver os utensílios adequados…

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garrafa de vinho sendo aberta

Abrir uma garrafa de vinho e espumante é muito simples, ainda mais se você tiver os utensílios adequados por perto.

Mas, eu concordo que a tarefa pode intimidar quem o faça pela primeira vez.

Para lhe ajudar, organizei o passo-a-passo a seguir que mostra como abrir seus vinhos de forma rápida, fácil e sem causar acidentes.

Pegue um saca-rolhas, uma garrafa de vinho e divirta-se!


Como abrir uma garrafa de vinho

garrafas de vinho abertas

Para desfrutar de vinhos tranquilos (tintos, rosés e brancos) é necessário ter em mãos alguns utensílios essenciais para correta abertura da garrafa e seguir alguns passos simples.

1) Tenha um bom saca-rolhas

É comum vermos pela internet diversas ideias mirabolantes para abrir uma garrafa de vinho.

Se você procurar no YouTube, por exemplo, vai encontrar alguns malucos abrindo garrafas com facas, tênis e até mesmo, bombas pra encher pneu de bicicletas.

Eu considero estas práticas perigosas e aconselho todos os meus amigos a comprar um bom saca-rolhas.

O investimento é pouco se comparado à facilidade e segurança que um bom saca-rolhas traz.

Existem diversos modelos disponíveis, o que lhe dá opções para escolha daquele que você achar mais prático e bonito.

Eu gosto do saca-rolhas de dois estágios – também conhecido como saca-rolhas de sommelier -, embora tenha usado por muito tempo o saca-rolha borboleta, mostrados na imagem abaixo.

tipos de saca rolhas

Tenha sempre um saca-rolhas por perto. O meu me acompanha até quando vou viajar.

2) Remova corretamente a cápsula

A cápsula é o invólucro de cor metalizada que cobre a rolha e todo o pescoço da garrafa.

Ela serve para proteger a rolha contra o mofo e possui pequenos furinhos, permitindo a passagem mínima de ar que, através da rolha, entrará em contato com o líquido e ajudará na evolução dos vinhos de guarda.

Algumas pessoas arrancam violentamente a cápsula, puxando-a para cima, mas o correto mesmo é fazer um corte abaixo do bico da garrafa.

O corte pode ser feito com uma faca de cozinha, a pequena lâmina que vem junto ao saca-rolhas de dois estágios ou um corta-cápsula – que garante um corte rente e uniforme.

corta-cápsula para vinho

Ao fazer o corte, você pode remover apenas a parte de cima da cápsula – a sua tampinha – ou fazer um segundo corte vertical, e removê-la por completo.

O importante na remoção da cápsula, é evitar o contato dela com o líquido no momento de servir o vinho.

Dependendo do material com que é feita, a cápsula pode conter substâncias químicas que são prejudiciais à saúde.

3) Limpe bem o gargalo da garrafa

Ao remover a cápsula, a etiqueta recomenda que seja feita a limpeza da parte externa do gargalo antes da remoção da rolha.

Como já mencionado, dependendo do seu material, a cápsula pode conter substâncias químicas que são prejudiciais à saúde.

Além disso, a garrafa pode ter acumulado poeira durante o tempo que ficou guardada.

Utilize um pano limpo e seco para realizar a limpeza da parte externa do gargalo.

4) Remova suavemente a rolha

como abrir a garrafa com um saca rolhas

Com a ponta do espiral do saca-rolhas, faça um pequeno furo no centro da cortiça.

Ao mesmo tempo, vá girando tranquilamente o saca-rolhas para que o espiral seja introduzido na rolha.

Algumas rolhas são mais compridas que outras. Se possível, tente identificar o tamanho da rolha através do vidro.

Caso a rolha seja comprida, introduza o espiral do saca-rolhas até o último elo. Se a rolha for muito curta, não é necessário introduzir todo o espiral, para não ultrapassar a rolha e cair pedacinhos de cortiça no vinho.

Durante a introdução do espiral, procure manter o saca-rolhas sempre reto, para que a rolha não quebre ou esfarele no momento da saída.

5) Limpe o gargalo novamente

Após a remoção da rolha, a etiqueta recomenda uma nova limpeza no gargalo da garrafa antes de servir o vinho.

Esta segunda limpeza remove resíduos que não foram limpos durante a primeira limpeza, além das possíveis marcas deixadas na garrafa durante a remoção da rolha.

Feito isso, o vinho estará pronto para ser servido.


Como abrir uma garrafa de espumante

rolha de vinho espumante

Diferente de um vinho tranquilo, a garrafa de espumante abriga em seu interior uma enorme pressão.

Por isso, abri-la requer maior cuidado.

Nunca agite a garrafa de espumante para abri-la, pois a pressão interna fará com que a rolha saia de forma violenta.

Além disso, você perderá parte do líquido e seu precioso gás.

1) Enxugue a garrafa antes de abrir

Provavelmente a garrafa de espumante estará molhada, pois foi colocada na geladeira ou em um balde com água e gelo para ser resfriada.

Com um pano limpo e seco, enxugue a garrafa para evitar que ela escorregue ao ser aberta.

Diferente dos vinhos tranquilos, a garrafa de vinho espumante é aberta sem apoiar sua base em uma superfície.

2) Remova o invólucro metálico

capsula ou invólucro em garrafa de espumante

Em vez de cápsula, os vinhos espumantes tem um invólucro metálico que protege a rolha.

A remoção desta proteção é bem mais fácil do que a cápsula, já que o material pode ser facilmente rasgado com os dedos.

Remova todo o invólucro metálico.

3) Desaperte a gaiola de arame

gaiola protetora de vinho espumante

A gaiola de arame serve para prender a rolha à garrafa evitando que a pressão interna faça a rolha saltar.

Antes de desapertar a presilha da gaiola, é importante posicionar o polegar sobre a rolha e a gaiola, pois, desta forma, ao desapertar a presilha a rolha não saltará.

Você pode utilizar um pano limpo e seco para cobrir a rolha durante a sua remoção.

Uma vez solta a gaiola, não a remova, pois ela deverá sair junto com a rolha.

4) Segure a base da garrafa para soltar a rolha

abertura de garrafa de espumante - segurando pela base

Com uma mão segurando a gaiola e a rolha, incline levemente a garrafa em um ângulo de 30° aproximadamente.

Com a outra mão, segure a base da garrafa e gire-a.

É importante girar a base da garrafa e não a rolha.

Após os primeiros giros, a rolha começará a sair. Controle-a com firmeza para que ela saia lentamente e não dispare de uma só vez.

5) Limpe bem o gargalo da garrafa

Após extrair a rolha junto com a gaiola, utilize um pano limpo e seco para realizar a limpeza da parte externa do gargalo.

Feito isso, o vinho espumante estará pronto para ser servido.


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Como Servir Vinhos Corretamente: 6 Regras Simples Para Deixar sua Degustação Ainda Mais Prazerosa https://degustemelhor.com/como-servir-vinhos-corretamente-2/ https://degustemelhor.com/como-servir-vinhos-corretamente-2/#comments Fri, 23 Dec 2016 10:30:34 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14391 Saber servir o vinho corretamente, é tão importante quanto saber degustá-lo. Você pode não aproveitar tudo que um…

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Como servir vinhos corretamente

Saber servir o vinho corretamente, é tão importante quanto saber degustá-lo.

Você pode não aproveitar tudo que um bom vinho tem a oferecer, simplesmente por negligenciar alguma etapa fundamental de seu serviço.

Reuni nesta página 6 regras bem simples a serem seguidas ao servir vinhos.

Memorize cada uma delas e tenha sempre uma ótima experiência de degustação.

Para o correto serviço do vinho é necessário estar atento aos seguintes fatores:

  1. Temperatura de serviço
  2. Abertura da garrafa
  3. Sequência de serviço
  4. Utilização de taças adequada
  5. Quantidade de vinho servido
  6. Utilização de acessórios

1) Temperatura de serviço

temperatura adequada para vinhos

A temperatura de serviço influencia diretamente nos aromas e sabores do vinho.

Um vinho não pode ser servido nem muito quente nem muito frio.

Quando o vinho é servido em temperatura mais alta do que a recomendada, ele se mostrará menos fresco; a sensação alcoólica será maior e, no caso dos tintos, os taninos ficarão mais evidentes.

Caso ele seja servido em temperatura mais baixa do que a indicada, seus aromas serão escondidos.

De modo geral, os vinhos espumantes são servidos gelados, enquanto os brancos e rosés são servidos mais frios do que os vinhos tintos.

Para ser mais preciso, sirva seus vinhos de acordo com as temperaturas sugeridas para cada um dos estilos de vinho:

EstiloComo servirTemperatura
Brancos docesGelado6 – 8°C
Frisantes e espumantesGelado/frio 6 – 10°C
Brancos leves e rosés Frio8 – 10°C
Brancos encorpados Fresco10 – 13°C
Tintos levesFresco13°C
Tintos médios e encorpados Levemente fresco 15 – 18°C
Fortificados Levemente fresco 15 – 18°C

Dicas

Não é preciso ser absolutamente fiel aos valores acima. Um grau a mais ou a menos não irá prejudicar a sua experiência na degustação de vinhos.

Mas, caso você queira precisão, ter um termômetro pode ser útil para determinar se o vinho está em temperatura ideal de serviço.

Caso você não tenha como medir a temperatura exata, você pode levar seus vinhos tintos à geladeira por cerca de 15 minutos antes de servi-los.

Vinhos brancos podem ficar na geladeira por um pouco mais tempo e, os vinhos espumantes, quanto mais tempo gelando, melhor.

Se você estiver em um local aberto, na praia ou piscina, por exemplo, tenha um balde de gelo para resfriar os vinhos.


2) Abertura da garrafa

como abrir a garrafa de vinho

Com uma pequena faca ou a lâmina presente em alguns saca-rolhas, corte a capsula logo abaixo do bico da garrafa, removendo-a por completo.

Utilize um pano limpo e seco para remover a poeira que possa ter acumulado na parte externa do gargalo.

Com o espiral do saca-rolhas, faça um pequeno furo no centro da cortiça e vá girando-o até o último elo do espiral.

Procure manter o espiral sempre reto.


3) Sequência de serviço

sequencia de serviço de vinhos

Em uma degustação formal ou informal, é muito importante respeitar a sequência em que os vinhos serão servidos.

O sabor ou estrutura de um vinho nunca devem sobressair aquele que será servido a seguir.

Os vinhos especiais, aqueles que você considera os melhores, podem ficar para o final da degustação.

As sequências corretas para o serviço de vinhos são:

  • Vinhos brancos > Vinhos tintos
  • Vinhos secos > Vinhos doces
  • Vinhos leves > Vinhos encorpados
  • Vinhos jovens > Vinhos antigos

4) Utilização de taças adequadas

tacas para serviço de vinho

A experiência da degustação será mais rica com a utilização de taças próprias para cada um dos tipos de vinho.

Ao escolher uma taça, você deve observar, basicamente: o seu tamanho, formato e o material com que é feita.

Tamanho e formato da taça

A taça possui o bojo com diâmetro perfeito para que, ao girar o vinho, ele se oxigene e expresse todos os seus aromas.

Além disso, sua haste permite segurá-la sem deixar marcas de dedos e aquecer a bebida. Para saber mais, leia o artigo sobre como segurar uma taça de vinho corretamente.

Vinhos espumantes são servidos em taças mais finas e compridas, enquanto os brancos e tintos em taças com bojo mais largo.

Já os vinhos fortificados são servidos em taças de bojo e tamanho menores.

tacas adequadas para vinho

Taças de vidro e cristal

Tente utilizar taças de cristal em vez de vidro, pois elas contém pequenos poros que quebram as moléculas do vinho quando são girados, liberando com mais facilidade seus aromas.

Dê preferência às taças transparentes e sem desenhos ou estampas, pois facilitam a visualização de possíveis impurezas no vinho, além de contribuir para a análise de suas cores.


5) Quantidade de vinho a ser servido

quantidade de vinho servido

Com uma garrafa de 750ml de vinho é possível servir:

  • 6 taças com 125ml cada
  • 4 taças com 175ml cada
  • 3 taças com 250ml cada

Antes de servir o vinho, verifique se a taça está devidamente limpa.

Ao servir a bebida, nunca encha demais a taça.

O correto é completar cerca de 1/3 de sua capacidade para vinhos brancos, rosés e tintos e, 2/3 para vinhos espumantes.

Servindo o vinho sem derrubar

Para evitar que gotas caiam e suje toda a sua linda toalha de mesa, com uma mão segure o fundo da garrafa e sirva o vinho lentamente.

Quando estiver terminando de verter o líquido, gire o fundo da garrafa para que as últimas gotas não escorram pelo gargalo.

Uma alternativa é utilizar bicos corta-gotas que podem ser encontrados em quaisquer lojas de vinhos.


6) Utilização de acessórios

acessórios para vinho

Existem muitos acessórios para vinho e cada enófilo adquire aquilo que lhe for conveniente.

Eu sempre digo que, para apreciar um vinho, basta ter um saca-rolhas (este é essencial) e uma boa taça.

Se você quer dar um passo a mais, invista em um decanter – seja para aerar os vinhos mais jovens ou separar as borras dos vinhos mais antigos.

Para mais detalhes sobres acessórios e sua utilização, leia o artigo sobre os principais acessórios para vinho e descubra se você realmente precisa de todos eles.


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Como Armazenar Vinhos Corretamente: 5 Cuidados Essenciais Para Você Nunca Perder Suas Preciosas Garrafas https://degustemelhor.com/como-armazenar-vinhos-corretamente/ https://degustemelhor.com/como-armazenar-vinhos-corretamente/#respond Tue, 20 Dec 2016 18:39:22 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14369 Da mesma forma que nosso interesse pelos vinhos aumenta, também aumenta a quantidade de garrafas que adquirimos. Quanto…

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como armazenar vinhos corretamente

Da mesma forma que nosso interesse pelos vinhos aumenta, também aumenta a quantidade de garrafas que adquirimos.

Quanto mais aprendemos sobre a bebida, mais confiantes ficamos em comprar mais e mais vinhos.

Só depois pensamos se temos em casa um local em condições ideais para receber estes novos e maravilhosos hóspedes.

Para garantir que seus vinhos estejam sempre em ótimas condições de consumo, veja a seguir dicas importantes para o correto armazenamento da bebida.

Ao armazenar seus vinhos, esteja sempre atento aos seguintes fatores:

  1. Temperatura
  2. Posição da garrafa
  3. Iluminação
  4. Vibração / Trepidação
  5. Ventilação

1) Temperatura

Os vinhos devem sempre ser armazenados em um ambiente com temperatura fresca. O ideal é que o local de armazenamento tenha entre 12 e 14ºC.

Mas, se a temperatura do local for um pouco mais alta que isso, e seus vinhos forem para consumo imediato (dias, semanas ou poucos meses), não tem nenhum problema.

Evite temperaturas maiores que 25ºC mesmo que por poucos dias, pois o envelhecimento dos vinhos pode ser acelerado e você corre o risco de perdê-los.

Além do ambiente fresco, também é muito importante que nele a temperatura seja constante, pois os vinhos são bastante sensíveis à variações extremas de temperatura.


2) Posição da garrafa

É recomendado que os vinhos fechados com rolhas de cortiça natural, sejam armazenados na posição horizontal.

Desta forma, a rolha estará sempre em contato com o líquido e não ressecará.

Caso a rolha resseque, uma quantidade significativa de ar pode invadir a garrafa, oxidando o vinho.

Vinhos fechados com rolhas sintéticas ou tampas de rosca, podem ser armazenados em pé, sem nenhum problema.

vinhos armazenados na horizontal

3) Iluminação

O local de armazenamento dos vinhos deve ser protegido contra luz natural ou artificial.

É por isso que as caves das grandes vinícolas são tão escuras, pois a luz pode aquecer os vinhos, alterando seus aromas e sabores.

Aqui vale um cuidado especial para os vinhos brancos e rosés que, na maioria das vezes, são colocados em garrafas transparentes – aumentando ainda mais a exposição do líquido à luz.


4) Vibração / trepidação

Locais com vibrações e trepidações não são ideais para o armazenamento de vinhos.

Quando os vinhos sofrem constantes agitações, ocorrem reações químicas no líquido, apressando o seu envelhecimento.

Também evite trocar as garrafas de lugar à toda hora e de manuseá-las a todo momento.

Deixe o vinho descansando quietinho. Ele gosta de absoluto repouso 🙂

garrafas de vinhos em adega

5) Ventilação

É importante armazenar os vinhos em um local arejado.

Locais fechados e abafados são propícios para o surgimento de fungos que podem afetar a rolha e estragar o vinho.

Procure um ambiente com boa ventilação para que o ar circule livremente entre as garrafas.


Dicas finais

Seguindo os cuidados acima, você manterá seus vinhos sempre saudáveis, não correndo o risco de perdê-los.

Caso você não possua em casa um local que atenda aos requisitos para o bom armazenamento de vinhos, talvez seja interessante investir em uma adega climatizada.

Comece com uma pequena, para poucas garrafas, e depois aumente conforme sua necessidade.

A geladeira comum substitui uma adega climatizada?

Definitivamente, não.

Em uma geladeira doméstica a garrafa dividirá espaço com outros alimentos que podem transmitir cheiros desagradáveis ao vinho.

Além disso, a umidade da geladeira não corresponde com a ideal para o armazenamento e, o manuseio diário da porta, somado à constantes trepidações do motor, causarão agitações indesejadas ao líquido.


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degustacao de vinhos

Degustar o vinho é apreciá-lo, prová-lo com atenção, procurando sempre analisar suas qualidades através da visão, olfato e paladar.

Degustar um vinho com atenção nos ajuda a formar uma memória de aromas e sabores que serão muito úteis em futuras compras do produto.

A seguir, você verá como os profissionais degustam vinhos através de quatro etapas essenciais.


1) Análise visual

como degustar vinhos analise visual

Uma vez que o vinho foi servido (aproximadamente 1/3 da capacidade da taça), a primeira análise a ser feita é a análise visual da bebida.

Para que esta análise seja precisa, é muito importante que o ambiente esteja bem iluminado e que haja, de preferência, um fundo branco sobre o qual a taça deverá ser inclinada para observação da coloração do vinho.

Avaliando o aspecto geral do vinho

A primeira observação diz respeito à aparência geral da bebida.

É muito importante certificar-se de que o vinho esteja límpido e brilhante, antes de realizar quaisquer outras análises.

Partículas flutuando na taça ou turbidez podem indicar algum defeito na bebida (exceto em vinhos que não foram filtrados na vinícola).

Análise de cor

A aparência do vinho está ok? Então é hora de analisar a sua cor.

Degustadores experientes costumam identificar pistas sobre a idade do vinho e as uvas que o compõem, apenas observando sua cor.

Sobre uma folha de papel branco ou um guardanapo, incline levemente a taça para observar a cor do vinho.

É importante ressaltar, novamente, que a quantidade de vinho deve ocupar menos da metade da taça, para não haver dificuldade durante a sua inclinação.

Exemplos de cores que podem ser observadas com frequência:

EstiloCores apresentadas
Brancos Amarelo-palha, amarelo-esverdeado, amarelo-citrino e dourado.
Rosés Rosé-palha, rosé-cereja, salmão e casca de cebola.
Tintos Vermelho-rubi, granada e púrpura.
Dica: Vinhos com brilho intenso podem indicar acidez elevada.

Intensidade de cor

Observe o vinho de sua borda até o centro.

Quanto maior a diferença da cor, maior o indício de evolução do vinho.

Dica: Vinhos de cores intensas podem indicar maior estrutura (corpo).

Lágrimas do vinho

Após inclinar a taça e voltá-la a posição normal, é possível perceber as gotas escorrendo pela parede da taça.

Este fenômeno denominado ‘lágrimas’ ou ‘pernas’ do vinho, é causada pela presença de álcool na bebida.

Lágrimas não são indicativo de qualidade, elas indicam apenas uma maior ou menor presença de álcool.

Dica: Quanto mais lentas escorrerem as lágrimas, mais alcoólico o vinho pode ser.

2) Análise olfativa

como degustar vinhos analise olfativa

A análise olfativa é considerada a etapa mais importante para a apreciação de vinhos finos e deve ser feita com cautela.

Evite o uso exagerado de perfumes ao degustar vinhos.

Se possível, realize a análise olfativa em local neutro, sem a presença próxima de elementos que possam interferir nos aromas da bebida.

Qualidade aromática

A primeira inspeção a ser feita nesta etapa, diz respeito qualidade aromática da bebida.

Antes da identificação de aromas, é muito importante certificar-se de que o vinho esteja com aroma limpo e agradável.

Aromas de esmalte de unhas, vinagre ou papelão molhado, podem indicar algum defeito na bebida.

Girando o vinho na taça

Feito a inspeção da qualidade aromática, gire o vinho na taça para oxigená-lo, liberando seus compostos aromáticos.

Repare que seus aromas ficarão mais intensos e agradáveis. Desta forma, será mais fácil identificá-los.

Concentre-se em identificar os principais aromas, dos mais básicos aos mais complexos, que podem ser divididos nas três categorias a seguir:

Aromas primários São aromas que vêm das uvas – geralmente de frutas, flores e ervas. Cada variedade de uva possui uma faixa de possíveis aromas que as caracterizam. Regiões de clima frio podem originar vinhos com aromas primários distintos das regiões de clima quente.
Aromas secundários Aromas que surgem durante o processo de produção do vinho, decorrente da ação de leveduras e bactérias. Estes aromas são geralmente lácteos, fermentados ou tostados.
Aromas terciários Aromas obtidos durante o processo de amadurecimento do vinho em barris de carvalho ou envelhecimento em garrafa. São aromas geralmente de especiarias, couro ou frutos secos.

3) Análise gustativa

como degustar vinhos - analise gustativa

É hora de sentir o vinho na boca.

Este é o ponto culminante de toda a degustação de vinhos.

É onde se confirmará, ou não, todos os aromas sentidos e onde podem surgir novos aromas/sabores.

Esta análise compreende a identificação de todos os aspectos de sabor de um vinho: doçura, acidez, taninos, álcool, corpo, final de boca e qualidade geral da bebida.

Tome um gole e, sem engolir, faça o vinho girar pela boca, ativando todas as papilas gustativas.

Em seguida, dê pequenos goles para tentar identificar isoladamente cada um dos aspectos a seguir:

Doçura

O vinho pode ser seco, meio-seco ou doce.

Alguns vinhos secos frutados dão uma leve impressão de serem meio-secos, principalmente brancos e rosés.

Acidez

Acidez causa salivação e sensação de frescor.

Os vinhos possuem acidez que pode ser leve, média ou alta.

Vinhos com falta de acidez são chamados de flácidos e, aqueles extremamente ácidos, são considerados azedos.

Vinhos espumantes, brancos e rosés, são característicos pela elevada acidez e refrescância.

Taninos

Taninos são responsáveis pela sensação de secura na boca, principalmente ao provarmos vinhos tintos.

Eles deixam os dentes, a língua e a gengiva ásperos.

Tente descrever a presença de taninos como leve, média ou alta.

Álcool

Quanto mais alcoólico o vinho, maior a sensação de corpo e mais ‘quente’ ele se mostrará em nosso paladar.

Corpo

O corpo pode ser definido como o peso geral que o vinho faz em nossa boca.

Para melhor compreensão, podemos fazer uma comparação com os tipos de leite: desnatado, semi-desnatado e integral.

Desta forma, descreva se o vinho possui corpo leve, médio ou encorpado.

Final de boca

O final de boca é o tempo em que o gosto do vinho permanece na boca após ter sido engolido.

Ele deve ser quantificado como: final curto, médio ou longo.

Também é importante registrar o quão agradável para você é o final de boca e, se foi possível sentir novos sabores.

Muitas vezes podemos sentir novos sabores que só aparecem no final de boca.


Conclusão

como degustar vinho conclusão

Uma vez que você passou pelas três análises anteriores, é hora de concluir a degustação com a sua avaliação final.

Você gostou ou não do vinho?

Ele mostrou-se equilibrado ou apresentou alguma característica que se sobrepôs às outras?

Tente identificar as características que mais lhe agradaram para procurar por vinhos semelhantes em suas futuras compras.

Se você achar adequado, atribua uma nota ao vinho. De 0 a 5, de 1 a 10, o que você achar melhor.

Onde armazenar estas informações?

Tenha sempre em mãos um caderninho para anotar todos os detalhes relevantes dos vinhos degustados.

A publicação sobre como descrever vinhos de forma clara e objetiva lhe ajudará nesta tarefa.

Desta maneira, você aprimora sua capacidade em descrever vinhos, cria um repertório bem bacana com informações relevantes sobre os vinhos degustados e, também, refina cada vez mais o seu paladar.


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Entenda o significado de Terroir e a influência que ele exerce sobre o vinho https://degustemelhor.com/entenda-o-significado-de-terroir/ https://degustemelhor.com/entenda-o-significado-de-terroir/#comments Tue, 13 Dec 2016 18:53:32 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14321 Última atualização: 30/09/2025. Terroir é um dos termos mais usados no mundo do vinho — e, curiosamente, também…

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Última atualização: 30/09/2025.

Terroir é um dos termos mais usados no mundo do vinho — e, curiosamente, também um dos menos compreendidos.

Mas, afinal, o que ele significa? E como ele influencia um vinho?

Para melhor entender o terroir, é preciso ter em mente que existem, basicamente, quatro fatores que contribuem para o resultado final de um vinho — clima, solos, uvas e práticas enológicas.

Todos esses fatores se combinam para dar identidade única a cada garrafa de vinho. É justamente daí que nasce o conceito de terroir.


O que é terroir, afinal?

A palavra “terroir” é de origem francesa e não possui tradução exata para o português. Ela representa o conjunto de fatores naturais e humanos que influenciam diretamente no vinho. Em outras palavras, terroir não é apenas o solo onde a videira cresce, mas também o clima da região, a topografia (altitude, inclinação, exposição ao sol), fauna, flora, microrganismos, além da intervenção humana, ou seja, como o produtor conduz a vinha e vinifica as uvas.

Por isso, quando falamos que um vinho expressa seu terroir, estamos dizendo que ele transmite a identidade única daquele lugar.

Um vinho de terroir carrega as marcas de onde foi produzido, traduzindo as características únicas daquele ambiente em aroma, sabor e personalidade.


A influência do terroir sobre os vinhos

O terroir é o que diferencia vinhos de uma mesma uva cultivados em regiões distintas. Um Pinot Noir do Chile dificilmente terá o mesmo perfil que um da Borgonha, justamente porque cada terroir imprime características únicas.

Da mesma forma acontece com um Malbec da Argentina, um Riesling alemão ou um Champagne francês. São vinhos difíceis de reproduzir em outras partes do mundo, mesmo utilizando exatamente as mesmas técnicas de produção.

É graças ao terroir que podemos experimentar a diversidade do mundo do vinho. Ele é a razão de um Cabernet Sauvignon da Califórnia ser potente e frutado, enquanto um Cabernet Sauvignon do Médoc, na França, pode ser elegante, terroso e com notas de ervas.


Terroir — mais do que uma palavra bonita

Mais do que uma palavra bonita, terroir é o conceito que explica por que cada vinho é único. Ele é a soma do lugar, do clima, do solo, da geografia, dos seres vivos e do trabalho humano, todos em harmonia para dar vida a uma garrafa que carrega a identidade de sua origem.

Da próxima vez que você abrir um vinho, lembre-se: dentro da taça, há muito mais do que apenas uvas fermentadas — há a expressão de um terroir.

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Clima, solo, uva e enólogo: Entenda como esses 4 fatores contribuem para o resultado final de um vinho https://degustemelhor.com/fatores-que-contribuem-para-o-resultado-final-de-um-vinho/ https://degustemelhor.com/fatores-que-contribuem-para-o-resultado-final-de-um-vinho/#comments Fri, 09 Dec 2016 11:00:24 +0000 https://vidaevinho.com/?p=14280 Última atualização: 29/09/2025. Para quem está começando no mundo do vinho, pode parecer curioso perceber como duas garrafas…

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Última atualização: 29/09/2025.

Para quem está começando no mundo do vinho, pode parecer curioso perceber como duas garrafas feitas da mesma uva, usando técnicas semelhantes e até de uma mesma região, podem resultar em bebidas completamente diferentes. A explicação está nos fatores que influenciam cada etapa da produção: desde as condições naturais do vinhedo até as escolhas feitas pelo enólogo.

O clima, o solo, a variedade da uva e o trabalho humano são como peças de um quebra-cabeça que, juntas, determinam a cor, os aromas, os sabores e até o potencial de guarda de um vinho. Entender como cada um desses elementos atua é fundamental para compreender por que um rótulo pode ser mais fresco e delicado, enquanto outro se mostra encorpado e complexo.

Neste artigo, você vai descobrir como esses quatro fatores — clima, solo, uva e enólogo — se combinam para dar identidade única a cada garrafa de vinho.


1) Clima

Quando falamos em clima, estamos nos referindo principalmente à quantidade de luz solar e calor que uma determinada região vinícola recebe ao longo do ano.

Com base nisso, as regiões vinícolas do mundo são, em geral, classificadas em dois grupos:

  • Regiões de clima frio
  • Regiões de clima quente

O clima tem influência direta no amadurecimento das uvas, que — assim como qualquer outra fruta — precisam de luz solar e calor na medida certa para amadurecerem corretamente.

À medida que amadurecem, as uvas tendem a perder acidez e ganhar açúcar. E quanto mais açúcar acumulam, maior será o potencial alcoólico do vinho produzido.

Conhecer o clima de uma região vinícola nos ajuda a prever o estilo de vinho que será produzido ali.

Por exemplo, regiões de clima frio tendem a produzir vinhos:

  • Majoritariamente brancos (uvas brancas se adaptam melhor ao frio)
  • Com alta acidez
  • Mais refrescantes
  • Com baixo teor alcoólico

As regiões de clima quente, por outro lado, tendem a gerar vinhos:

  • Majoritariamente tintos
  • Com acidez moderada
  • Com teor alcoólico mais elevado

Além da luz solar e calor, a produção da videira também é influenciada pelo volume e distribuição de chuvas durante todo o ano. Chuvas intensas no período de colheita podem prejudicar a qualidade das uvas, fazendo com que os níveis de açúcar sejam menores e o risco de fungos aumente.


2) Solos

O solo tem um papel fundamental porque é ele quem fornece água e nutrientes para as videiras — além de influenciar como o clima afeta essas plantas.

E aqui vai uma curiosidade importante: os melhores vinhos não vêm de solos férteis! Pelo contrário. Quanto mais pobre o solo, mais a videira se esforça, e mais concentradas e complexas tendem a ser as uvas.

Existem muitos tipos de solo onde as videiras podem ser plantadas. E a lista é enorme. Mas para não alongar demais, aqui estão listados os quatro tipos de solo muito comuns nas principais regiões produtoras de vinho:

  • Solo de areia → É poroso, drena bem a água e retém calor. Os vinhos de solos arenosos costumam ser mais claros, aromáticos e com taninos suaves.
  • Solo de argila → É mais frio e retém mais água. Ótimo para regiões quentes e secas. Gera vinhos mais encorpados, com boa concentração e cor intensa.
  • Solo calcário → Um solo versátil. Retém umidade em climas secos e tem boa drenagem em climas frios. Costuma originar vinhos com boa acidez e frescor.
  • Solo de granito → Tem excelente drenagem, o que ajuda bastante em regiões chuvosas. Os vinhos costumam ser mais minerais, com alta acidez e aromas mais puros.

Mas não é só a composição do solo que importa. A altitude e a inclinação do terreno também influenciam no perfil do vinho!

Terrenos em altitude ajudam as uvas a desenvolverem um bom equilíbrio entre açúcar e acidez, por conta da amplitude térmica – ou seja, a diferença de temperatura entre dia e noite.

Já os terrenos inclinados favorecem a drenagem da água e influenciam na quantidade de luz solar que as videiras recebem. Além disso, terrenos íngremes também ajudam a evitar geadas, já que o ar frio desce a encosta e se acumula na parte baixa do vinhedo.


3) Uvas

Cada variedade de uva tem suas próprias características. Algumas uvas são mais delicadas, têm casca mais fina e se adaptam melhor ao clima frio. É o caso da Pinot Noir, que costuma originar vinhos de corpo leve, com bastante acidez e poucos taninos.

Já outras uvas, como a Malbec ou a Cabernet Sauvignon, possuem casca mais grossa, preferem o clima mais quente e geram vinhos bastante encorpados, ricos em cor e taninos.

O produtor pode até escolher quais uvas quer plantar no seu vinhedo. Mas, são os fatores naturais da região que vão indicar quais variedades se adaptam melhor ali.

Quer um exemplo clássico?

Na região francesa de Champagne, são produzidos os espumantes mais famosos do mundo. E por que ali não se produzem vinhos tintos? Simples: porque as condições da região favorecem o cultivo de uvas perfeitas para espumantes, com muita acidez e frescor.

Cada região favorece o cultivo de certas variedades de uvas e a criação de determinados estilos de vinho. E quanto melhor for a adaptação da uva ao ambiente, melhor será a qualidade do vinho produzido.


4) Práticas enológicas

Até aqui, vimos que, para fazer um bom vinho, é necessário contar com um clima favorável, solos adequados, uvas de qualidade, entre outros fatores naturais. Mas o vinho não teria atingido o prestígio e a popularidade que tem hoje sem a ação do homem.

O bom produtor entende profundamente cada um dos fatores do meio ambiente. Ele estuda o que a natureza pode oferecer de melhor — e a partir disso, aplica as práticas enológicas mais adequadas para elaborar vinhos que expressam com fidelidade a região onde foram produzidos.

A forma como o homem atua sobre a produção do vinho, tem impacto direto no seu estilo.

Um vinho fermentado em tanques de inox, por exemplo, terá um perfil diferente daquele fermentado em barris de carvalho ou ânforas de barro. Um vinho amadurecido em barricas novas vai ter aromas e sabores distintos de um que foi amadurecido em barricas usadas.

E até mesmo o momento da colheita influencia. Uma uva colhida sobremadura dará origem a um vinho diferente de uma que foi colhida mais cedo, com menos açúcar e mais acidez.

Portanto, é fundamental lembrar: além dos fatores naturais de uma região vinícola e das uvas que ela proporciona, existe a mão do homem — que conduz cada etapa do processo de produção, tomando decisões técnicas que vão influenciar diretamente o estilo e a qualidade do vinho.

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