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Última atualização: 25/09/2025.

Com tantas uvas, estilos e processos de vinificação, o mundo do vinho pode parecer confuso — quase como um labirinto sem saída. Sem uma classificação clara, compreender cada rótulo seria uma missão impossível.

Mas existe uma forma simples de começar: dividir todos os vinhos finos em três grandes grupos. Essa categorização, feita com base nos processos de produção e nas características em comum de cada vinho, é o ponto de partida para começar a entender melhor esse universo.

Ao conhecer os três tipos de vinhos existentes, você ganha uma verdadeira bússola: vai interpretar rótulos com facilidade, fazer escolhas mais seguras e até descobrir harmonizações mais inteligentes para suas refeições.


1) Vinhos tranquilos

Os vinhos tranquilos são aqueles que não recebem adição de álcool vínico (ou seja, não são fortificados) e não possuem gás carbônico — portanto, não fazem bolhas nem formam espuma.

É aqui que entra a maior parte dos vinhos que a gente conhece: brancos (incluindo os vinhos laranjas), rosés, tintos e os vinhos doces de sobremesa.

A palavra “tranquilo” vem da tradução direta do francês vin tranquille, expressão usada para diferenciar os vinhos sem gás dos espumantes (vin mousseux). A ideia é justamente transmitir calma, serenidade, uma bebida sem agitação na taça.

Esse é o mais comum e o mais importante entre os tipos de vinho. A maior parte da produção global é composta por vinhos tranquilos.


2) Vinhos espumantes

Os espumantes se diferenciam por apresentarem uma quantidade significativa de gás carbônico, responsável pelas famosas bolhas na taça e pela espuma que se forma na superfície.

Diferente de outros tipos de vinhos, os espumantes passam por duas fermentações. A primeira, para transformar o açúcar da uva em álcool e a segunda fermentação, na qual o vinho adquire sua efervescência.

Basicamente, os espumantes podem ser feitos através de três métodos:

Método Tradicional → o mais refinado e artesanal, usado na produção de alguns dos espumantes mais prestigiados do mundo como o Champagne, na França, Cava, na Espanha e o Franciacorta, na Itália. Neste método, a segunda fermentação acontece dentro da garrafa e o vinho normalmente é mantido em contato com as leveduras por meses ou até anos, adquirindo cremosidade, complexidade e potencial de guarda.

Método Charmat → o mais rápido e indicado para produção em larga escala, usado na produção do famoso Prosecco italiano. Neste método, a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço inoxidável sob pressão. Por não passar longos períodos em contato com as leveduras, possuem um perfil mais fresco e frutado.

Método Asti → utilizado principalmente para espumantes doces e aromáticos, como o Moscatel. Este método realiza apenas uma fermentação em tanques pressurizados, onde o processo é interrompido antes que todo o açúcar natural da uva seja transformado em álcool, preservando sua doçura e aromas intensos de frutas e flores.

Dentro da categoria de vinhos espumantes, também temos os frisantes: vinhos com menos gás, menos bolhas e espuma mais suave. Exemplos clássicos são o Lambrusco e o Moscato d’Asti, ambos italianos.


3) Vinhos fortificados

Os vinhos fortificados recebem a adição de álcool vínico durante a produção, o que aumenta seu teor alcoólico, geralmente entre 15% e 22%.

A fortificação é uma técnica com séculos de história, criada originalmente para aumentar a durabilidade do vinho — algo especialmente importante em tempos em que transporte e armazenamento eram bem mais desafiadores.

O processo consiste na adição de aguardente vínica ao vinho, o que eleva seu teor alcoólico e, ao mesmo tempo, interrompe a fermentação, preservando parte do açúcar natural da uva (nos estilos doces). Isso também faz com que alguns fortificados possam ser consumidos muitos dias após abertos, mantendo suas qualidades.

Os mais conhecidos são: Vinho do Porto e Madeira (Portugal), Jerez (Espanha) e o Marsala (Itália).

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